quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dia da Mãe

São rosas senhora
O que aqui vos apresento.
Não me pergunteis a cor
Pois aquilo que vos queria oferecer
Cor não tem...
Não lhe chega:
O vermelho da paixão
Nem o branco da pureza.
Não lhe chega o rasa da amizade
Nem o amarelo da sorte.
Tudo isto vos queria dar.
Mas nenhuma rosa,
Tudo isto tem.
São rosas senhora
Ms não são naturais.
Essas morrem... São efemeras.
E as que eu vos queria dar,
Queria que fossem eternas.
Não me pergunteis quantas são.
Pois o amor que vos ofereço
Tamanho não tem
Queria dar-vos rosas
Mas rosas assim, não as vi..
Sou eu mesma a rosa.
A rosa que para vos dar escolhi.
Aceitai-me.
Acolhei-me.
Pois por amar-vos desta forma
Nada e perfeito para vós.
(Me entrego de corpo e alma a si)

Maio / Junho de 2010 - Será?

Será?
Serei eu quem tu queres beijar
Cada vez que a tua boca toca na minha?
Serei eu quem tu queres olhar
Sempre que os teus olhos encontram os meus?
Serei eu quem tu queres tocar
Quando as tuas mão se aproximam do meu corpo?
Serei eu a quem tu te queres unir
Sempre que em breves momentos no encontramos e pertecemos a 1 só?
Serei eu em quem tu queres pensar
Sempre que me afasto, e comigo não estás?
Serei eu quem tu queres desenhar, criar; para quem tu queres tocar, cantar?
Serei eu?
Mas afinal quem sou eu?
De onde vim... e par onde vou?
Encontra a tua verdade
Acha o teu caminho
Refresca a tua mente e diz-me...
Quem sou eu para ti?
Serei realmente eu quem tu queres amar
Quando o teu coração se aproxima do meu?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vale

Dá-me a tua mão.
Faz-me voar
Até ao lugar onde moras agora,
Até ao momento da tua hora
Em que resolveste partir.
Sem nada dizer
Sem de ninguém despedir
Simplesmente partir e desvanecer.

Gostava de ter estado contigo,
Olhar os teus olhos
Pela última vez.
Estar perto de ti.
Mas não te lembráste de mim.
Não te lembráste, mas viste?
Eu chorei.
O meu peito rebentou;
O meu ar me sofucou;
E o Deus em quem acreditava
A ti te levou.
Eu desesperei...
Sofri num vale de lágrimas
Que ninguém quis ouvir,
Que ninguém teve tempo para ouvir.

Simplesmente desistste
E decidiste abandonar
Tudo o que era teu.
Mas então e eu?
Eu não existia para ti?
Era a tua menina
E nem adeus me disseste.

Foste embora...
Chorei-te.
Foste embora e não quiseste saber
Se eu iria ou não sofrer.
E a dor que existia em ti
Minha passou a ser...

Nunca irei esquecer
A mulher que tu eras,
O sorriso que tu tinhas,
O que me dizias.
Nunca te abandonei
E tu esqueceste-te de mim.
Onde irei eu ver-te agora?
Ha 3 meses que não te sinto.
Mas afinal para onde foste tu?
E se um dia me voltar a cruzar contigo?
Ainda te lembrarás quem eu fui?
Quem eu continuo a ser?

Mergulho no escuro, num vale de lágrimas
Que a ninguém dou a conhecer...


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Should I?

Há certos acontecimentos na vida, que nós temos conhecimentos deles, mas o que é certo é que nunca pensamos que eles possam acontecer na nossa vida....
Há músicas que nos põe a pensar se realmente tomamos a decisão certa ou não?
O que é certo é que eu gosto de seguir os meus instíntos, por muito errados que por vezes eles possam estar, porque uma certeza eu tiro, aprendi com o erro que por ventura cometi...
Não quero especificar o que aconteceu, porque há coisas que apenas permanecem na nossa vida pessoal e so tem conhecimento delas quem convive connosco...
Mas uma coisa ajuda...
Ele errou comigo... e Eu errei com ele... na altura pedi-lhe desculpa pelo erro que tinha cometido mas ele estava tao cego comigo que não me queria nem sequer ver à frente... ultrapassei a linha do toleravél mesmo...
A certeza é que o erro que ele cometeu comigo foi bem mais grave que o meu.
Tomámos uma decisão a meu pedido, esperar 15 dias (fim das ferias dele e minhas) e depois voltavamos a conversar sobre tudo o que tinha acontecido.
Durante essas ferias muita coisa mudou...
O que e certo e que por muito que eu estivesse pré-disposta a esquece-lo eu ainda o amava e muito...
Nunca senti algo tão forte como o que sentia e ainda sinto por ele...
Mudei muito com ele... e talvez ele tenha mudado comigo, não sei...
Eu tomei uma decisão que ninguém apoia... e isso faz-me sentir mesmo mal... parece que de certa forma sou a única a acreditar nas palavras dele e tenho medo disso...
O amor torna-nos cegos... mas não burros
disseram-mequando :
" Quando ele te voltar a fazer o que te fez, porque eu tenho quase a certeza que ele não mudou: vou-te ralhar 3x mais mas vou mimar-te 5x mais..." e isso por incrível que pareça deixou-me triste...
É horrível quando tomamos decisões e as pessoas que mais amamos não nos apoiam...
Eu gostava de acreditar que e possível, mas não minto quando digo que tenho medo de acreditar
E é uma medo tao constante...
Quando estou com ele esqueço isso tudo, normalmente....
Mas depois há coisas que nos põe a pensar se a decisão foi a certa...
Eu sinto que sim... mas sentirei isto como uma mulher racional ou meramente emotiva?
Eu quero acreditar nas palavras dele, e acredito, mas devo?
Ele nunca me mentiu, e sempre foi sincero comigo, é certo... Mas mesmo assim devo acreditar ou não?
Eu amo-o
Ele diz que me ama
E eu acredito... mas tenho medo de voltar a sofrer tudo o que ja sofri...
Eis a musica que me deixou a pensar:


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quem sou eu afinal?

sou um espírito selvagem
num corpo angelical.
eu sou:
aquela que tudo vê,
tudo sente,
tudo pensa,
mas nada diz.
sou capaz de tudo
menos de agir.
sou o diabo com medo da cruz.
refugio-me numa força inexistente
para mostrar fazer de forte
a fraqueza mais eminente.
sou anjo,
sou alma,
sou gente.
mas como a gente nao me ve,
nao me conhece,
e nao me segue;
sou puramente eu,
escondida e guardada
no passado da humanindade.
sou eu.
es tu.
somos todos
o povo forte,
fraco,
que não muda,
cai,
e que tudo e nada
ultrapassa.