Dear T.C.
Magoaste-me e esmagaste-me o peito, como o mar esmaga as rochas em dias de inverno.
Começaste por me conquistar o carinho a atenção e amizade. E de um momento para o outro, tudo fez barafunda na tua cabeça, como se de repente tudo fosse confusão. Sem sentido. Da noite para o dia deixas-me na berma, só porque sim. Porque és inseguro, e nunca tiveste um amigo que olhasse por ti, que te desse carinho e se preocupasse contigo? Simplesmente porque se calhar nunca tiveste um amigo que fosse capaz de tudo por ti. És inseguro e tens medo de te dar. Olhas-me como se eu tivesse sarna e te pudesse contagiar com a pior doença do mundo.
Tudo porque provavelmente nunca ninguém te deu o teu valor e fez por ti o que realmente merecias que fizessem por ti. Tudo porque sabes do que eu seria capaz por ti, e tens medo de não conseguires corresponder?Talvez a tua insegurança tenha as origens (des)conhecidas, mas eu não sou o motivo da sua existência. E se achas que te trais a ti mesmo em te dares, então meu amigo, já deverias ter-te traído a muito mais tempo. Maior numero de motivos teria eu em me sentir traidora, mas não sinto, sou fiel ao que sinto, sei bem o que sinto, e porque quem sinto. E não tenho medo de mostrar ou dizer. Não quero é aprisionar o meu coração e apagar as chama que nele existe e que me alimenta a vida. E sei bem destingir as coisas, porque sempre as tive e as enfrentei sem medos nem preconceitos.
Mas agora eu pergunto-me. Será que algum dia chegaste mesmo a ter amigos? Pediste-me confiança, e eu confiei, pediste-me segurança e eu fiquei segura, mas eu agora eu peço-te lógica e tu não a tens. Porque és a pessoa com menos lógica que conheço. Pergunto-te quais são os teus medos, as tuas confusões, e porque e que foges de mim como o diabo foge da cruz, mas as respostas com sentido não existem. Peço-te razoes, mas razoes não me queres dar, para o teu acto repentino e sem sentido. "És forte...", mas não de aço, e o meu corpo também quebra, quando o coração não aguenta. Refugiaste num argumento invalido, do porque sim e porque sou assim. Mas tu não estas a ser assim comigo porque sim, por essa para mim NÃO COLA.
Assume os teus medos, as tuas fraquezas, os teus receios. Não és assim com mais ninguém. Porque? E porque comigo? Conquistaste o meu carinho, a minha atenção, a minha preocupação, a minha lealdade e a minha amizade acima de todas as coisas possíveis e imagináveis. Tenho vontade de te dizer que os amigos não servem só para isto, mas também para darem estalos quando e preciso. Mas não vale a pena. Um dia hás-de perceber que estas a errar em me afastares, que eu era uma mais valia na tua vida, e que de mim terias tudo o que quisesses (que eu te pudesse dar, lógico). Só espero que nesse dia, não seja tarde demais, e que eu ja tenha feito o luto a amizade, e embora não a tenha esquecido, a tenha ultrapassado.
Gosto de ti, ainda gosto de ti, como gosto de poucas pessoas na minha vida. Mas a chama ta a morrer, Ou a alimentas, ou ela morre.
"That was our last time, I swear... My dear friend, i love you, i really do, but now, i won't care..."
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